segunda-feira, 27 de abril de 2009

Cada volta é um recomeço.

Para que escrevo?
Eu sei? Sei não.
Sim, é verdade, as vezes também penso que eu não sou eu, paeço pertencer a uma galáxia longínqua de tão esranho que sou de mim.
Sou eu? Espanto-me com meu encontro.

...


Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser, e se não fosse a sempre novidade que é escrever eu me morreria simbolicamente todos os dias

-Citações de A Hora da Estrela.

______________________________________________________

Fui indagada arespeito do que me motiva a escrever, a escrever "só pra mim", sem "público". Na hora não soube bem explicar. Em se tratando de falar de sentimentos eu sempre tropeço nas palavras. Sei que isso brita da necessidade de externar sentimentos, o que sinto e oculto, que penso e não falo. Sentimentos que parecem inexistentes pelo meu comportamento tão alheio a certas situações. O que uns chamam de omissão, eu chamo de medo de sofrer. Mas, eles estão aqui. Dentro de mim existem palavras que sufocam e por vezes (me) maltratam.
O ato de escrever tornou-se consequência natural.
Quando escrevo sou livre. Escrever pra mim é libertação.

Então eu eu resolvi vir aqui dizer isso. Tirar daqui o que eu achei prudente, deixar apenas o que interessa, recomeçar e abrir pra todo mundo.